As minhas raízes que brotam das pedras que me viram crescer
Sábado, 10 de Junho de 2006
O NATAL DEPUTADO

 

Do que ouvi e ainda guardo

no sacrário monumenta,

lembro a ironia do anjo mau

a dizer verborreia em calhau,

a pregar o conto do vigário,

a lavar o pecado em água benta.

 

Do que ouvi, tudo cabe no diário

de Repúblico lacrau a morder

o tendão do velho Aquiles - calcanhar

deputado em novo prontuário,

oposto programado em maldizer,

situado a servir a oposição!

 

Do que ouço em tevê fica escrito:

parlamento em versos de vento,

a pobreza da triste figura.

Podem vir, ao mês, ao dia, mais Natais,

que a mudança não mudará os sinais

do que é dito em Parlamento.

 

Parlamentos? A ninguém fica o direito

de trocar eleições - democracia

por moeda em quilate pantomina,

vergonhas, traições ... tudo a eito!

 

A rimar a nudez de um País em fantasia

deputada pela nação - representante,

sé é eleita, nas promessas da mentira,

é desgraça do Povo expectante,

e o Natal para o Povo assim se adia!

 

                                                  Coimbra, 2002


publicado por alecrimdaserra às 01:09
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