As minhas raízes que brotam das pedras que me viram crescer
Sábado, 10 de Junho de 2006
POR OUTRO CAMINHO

 

Espero que o carvalho seja isso:

a cabra com o corno no toutiço,

o varrasco em repasto de bolota,

os currais com soalho em folha seca

na mudança de mantas e lençóis.

 

Não espero bugalhos em castelo

nem bolota no enchido do chouriço!

Espero, sim, do carvalho em novidade,

uma sombra e o fresco de uma fonte

sem sarugas no uso - propriedade,

sem borbotos na lã que me aquece.

 

Esperar? Todo o tempo, se eu fizer

um presépio sem burro, só reis magos

que de Herodes percebam a intenção

- o malvado com medo do Menino,

e percorram os três outro caminho,

o outro sem traçado de asinino,

que há-de ser para passar a Redenção.

 

A esperança que canto no Casal

com os anjos do mundo acordado,

vai num verso – poema que, afinal,

me sacode, me relança o eu tardado

pra fazer obra-prima com sinal

de outra vida – metáfora de um fado

que, aqui, me anuncie a construir

dando as mãos ao Menino do Natal.



publicado por alecrimdaserra às 01:10
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