As minhas raízes que brotam das pedras que me viram crescer
Sábado, 10 de Junho de 2006
A VERMELHO

 

Venho escrever um poema vermelho

de argila molhada na pena, no dever:

palavra e rosa a dizer sangue dado

por martírio plebeu - o evangelho;

escrita apócrifa no rego do arado,

na semente, na terra, no húmus da lei.

 

Vou chegando para escrever

como a dizer Arzila, Arzila,

o último verso do meu poema.

A tinta é o vermelho de argila

na pena aparada ao jeito do meu ser,

bico molhado no peito do dever.

 

A palavra é a rosa a dizer amor,

o poema é o meu sangue soado,

pouco verso num tema atamancado,

só um sonho com brilho de luar:

um Natal que por força me conduz

ao Menino Jesus da minha cruz.

 

A escrever, vou ficando por aqui,

que secou a argila da montanha

no meu berço em serrano amassado;

Na descrença da vida que vivi,

peço a Deus que aqui faça do Natal

o futuro para além de mim, coitado!



publicado por alecrimdaserra às 01:11
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