As minhas raízes que brotam das pedras que me viram crescer
Sábado, 10 de Junho de 2006
“PRONTO A VESTIR”

 

Dezembro vinte e quatro, ...

Dezembro vinte e seis, ...

espaço e tempo a correr no rio

entre os pilares e o peso

da ponte das mentiras consumidas,

arcos abatidos em fogo-preso:

estrelas-bobos-magos-reis.

 

Entre vinte e quatro e vinte e seis,

a ponte é de natal pronta a vestir:

meninos de Jesus esfomeados,

guerreiros sem tréguas, contratados,

políticas metralhas em nome da liberdade,

mãos-cheias de crime sem vergonha,

hotéis de estrelas - bancos de jardim,

boas-festas com perfume de cidade,

obras da noite – aleluias de sangue,

crimes na mesa dos senhores do bom fim,...

mote branco num salmo penitencial

com vésperas e oitava longe do Natal.

 

Dezembro, vinte e cinco de cada ano ...

e a vida continua – sorte desigual:

promessas velhas – negaças de Natal,

mentiras bentas - verbo profano,

missa do galo sem missa nem comunhão,

sem o Deus Menino do Amor, da Paz, do Pão.

Sempre assim? Se eu quiser, ... não e não!



publicado por alecrimdaserra às 00:47
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