As minhas raízes que brotam das pedras que me viram crescer
Sábado, 10 de Junho de 2006
O PIÃO DO NATAL

 

 

 

Vou deitar o meu pião

e rodá-lo sobre a mão

que lhe der jeito e baraça;

hei-de lançá-lo com força

que a ferreta lhe torça

pra sair  fora da praça.

 

Hei-de jogar o pião

que se ajeite a uma lição

no pátio de cada escola.

Será fácil aprender

brincadeiras, como a ler

um pião e uma sacola.

 

Hei-de apontar o pião

aos que dormem neste chão

olvidando a “ferretada”.

Pra que seja aqui Natal,

ninguém durma no Casal

na noite da Consoada.

 

Hei-de fazer um pião

que não durma no meu chão,

que não fique onde parar.

Contra o jeito da jogada

pra levar  outra bicada,...

seja lesto a escapar.

 

Hei-de pôr o meu pião

a soltar-se desta mão

num espaço alargado,

já pra lá deste meu braço

que se orgulha do que faço

quando firmo o meu arado.

Quero dar o meu pião

e, com ele, a minha mão

a quem for mais pequenino.

O Natal é das crianças

com o tempo em suas tranças

e o futuro a ser Menino.

 

Hei-de dar ao Deus Jesus

um pião com uma cruz

a rodar a Salvação:

um pião em que a baraça

seja a força, seja a graça

de um Natal em cada mão.

 

Hei-de levar o pião

com promessas pela mão

ao presépio do Natal.

O pião é a criança,

esse jogo da esperança

em Belém feito sinal.



publicado por alecrimdaserra às 00:49
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