As minhas raízes que brotam das pedras que me viram crescer
Sábado, 10 de Junho de 2006
TELA NAIF

 

 Eram meus, humanizados,

os cravos desenhados

com traços do meu perfil!

Numa tela em naif

- os pequeninos,

o presépio com montes povoados,

os vales que eram do tempo

 - a minha idade -,

este tempo desde Abril.

 

A pensar-me Professor,

quis ser livre, ser senhor

ler-me cravo, ser Abril;

quis ser arma em defesa

do futuro, pôr na mesa

a frescura do cantil.

 

Vi caminhos de criança

alinhados na esperança

de uma escola a ser Abril,

uma escola com futuro

a saltar além do muro

num jardim primaveril.

 

Se chorei, foi por ter pena

de ser verbo em cantilena,

nado-morto antes de Abril.

Como em Dia de Natal,

a mensagem cardial

apertava no funil.

 

Não há escola para ninguém,

ou talvez sim,

se eu sair “armadelhado”

e entrar no ministério.



publicado por alecrimdaserra às 01:03
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