As minhas raízes que brotam das pedras que me viram crescer
Sábado, 10 de Junho de 2006
O MONSTRO

 

Se o capital, em fogo cego,

não mentisse à natureza,

mostraria o fumo em espiral

de tudo o que ardeu; veria,

com a lente no cu de merda

o monstro fatal do dia,

o vampiro a sugar a presa,

o judas dois mil e tantos

em figura de animal,

a quadrúpede posição

em fogo posto que, afinal,

é roupagem porca,

de chafurdo,

de homem monstro,

desnaturado,

de um borrifo de mijo

mal cheiroso,

ensanguentado.

 

Será que o monstro horrendo

irá sair à rua pelo Natal?

Permita Deus que não,

se não for perdoado!



publicado por alecrimdaserra às 01:06
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